segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Energia Limpa é eólica


Setor de Energia eólica defende novos leilões para baixar preço

Depois de ter sido realizado o primeiro leilão de energia eólica, em dezembro passado, o setor espera que sejam realizados dois novos leilões em 2010 para impulsionar o crescimento do setor.

Segundo Pedro Perrelli, diretor executivo da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), há seis anos a energia eólica era vendida por cerca de R$ 290 ou R$ 300 por megawatt/hora. “No leilão o preço médio foi de R$ 148,50 mgw/hora”, afirma.

Ele defende que, com o crescimento da oferta de energia eólica, o preço deve cair.

“A energia eólica pode ser complementar à hidrelétrica na época da seca. Nesse período, especialmente no Nordeste, aumentam os ventos”, diz.

Além disso, Perrelli acrescenta que a energia eólica é limpa, renovável e não precisa de água para refrigerar os sistemas. “Isso é muito importante porque a água é cada vez mais um bem precioso”.

Autor: Guilherme Barros

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cigarro Bandido

Luta diária de quem tenta deixar o vício



Seis meses depois de a lei antifumo entrar em vigor, três paulistanos contam suas batalhas pessoais contra o cigarro


Em seis meses de lei antifumo, que proíbe o cigarro em espaços fechados em São Paulo, foram várias as tentativas de impedir a legislação de vigorar - no total, 27 pedidos de liminares foram protocolados, solicitando liberação do fumo no Estado. Nenhum deles, porém, foi aceito pelo Judiciário e até aqui o Estado vence tranquilamente a guerra nos tribunais. Algo diferente ocorre nas pequenas batalhas particulares, nos embates diários de quem luta para largar o fumo. Guerra contra o próprio corpo que se mostra, frustração após frustração, bem mais difícil.

Entre julho e agosto do ano passado - até que a lei entrou em vigor, em 7 de agosto -, o Estado acompanhou a trajetória de três paulistanos, que tentavam abandonar o vício. Em 26 dias de contatos telefônicos diários, Aparecida Santucci dos Passos, de 43 anos, Alex do Nascimento, de 31, e Elton Isaac dos Santos, de 40, relataram suas frustrações e dúvidas, enquanto tentavam finalmente chegar à categoria de ex-fumantes. Na época, conseguiram avanços, diminuíram quantidades, mas o cigarro continuava presente em suas vidas.

Seis meses depois, nenhum dos paulistanos conseguiu parar - continuam entre os cerca de 2 milhões de moradores da cidade que fumam, segundo a Pesquisa Especial de Tabagismo, realizada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aparecida está frustrada por ter recaído no vício após quatro meses de abstinência, diz se sentir "fraca" e relata "medo" de tentar novamente. Alex sente falta de "algum incentivo a mais" para conseguir largar os poucos cigarros que ainda fuma. E Elton diz que falta pouco, mas ainda não "tomou vergonha na cara" o suficiente. Em comum, todos dizem que ainda vão conseguir.

Outra opinião comum entre os três é a de que não foram influenciados pela nova lei na decisão de parar de fumar. Eles relatam, porém, que ver menos pessoas fumando nos lugares que frequentam ajuda a manter afastada a tentação. "Fumante e ex-fumante, quando vê alguém com cigarro na boca, sente vontade na hora de fumar", diz a cardiologista Jaqueline Issa, coordenadora do Ambulatório de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração (Incor). "Manter quem está se tratando longe da tentação é outro mérito da lei."

fonte-Vitor Hugo Brandalise

No Brasil,internet móvel quase não tem mobilidade.



Consumidores reclama que 3G é ruim fora das capitais


banda larga móvel, em que as pessoas usam um minimodem que liga o computador à rede de telefonia celular de terceira geração (3G), tem apresentado um crescimento explosivo. Em 18 meses, partiu de zero para chegar a 4,5 milhões de acessos no País. Essa expansão desenfreada, no entanto, não deixou de ser acompanhada por problemas. O acesso nem sempre funciona, e tudo fica pior fora das capitais.

O que, pensando bem, é um contrassenso. A grande vantagem da tecnologia é a mobilidade, mas não foram poucos os consumidores decepcionados ao perceber que o acesso não funciona na casa de campo ou na praia. Ou seja, ainda falta mobilidade à banda larga móvel. "Fizemos uma pesquisa no ano passado que mostrou que o cliente avalia bem a cobertura, mas considera ruim o roaming (capacidade de usar o serviço fora da cidade em que foi contratado)", aponta o analista Júlio Püschel, da consultoria The Yankee Group.

Foi o caso de Cristiana Cardoso, funcionária pública, que usa a banda larga da Claro na capital de São Paulo e viajou com seu notebook para Mococa (SP) durante as festas de fim de ano. "Fiquei quatro ou cinco dias sem usar e só tive assistência quando voltei", reclama Cristiana. A Claro não tem 3G em Mococa e o atendente explicou que ela teria de reconfigurar o modem. Cristiana não chegou a testar o serviço depois da reconfiguração.

Sobre o seu caso, a operadora explica, em comunicado: "A Claro entrou em contato com a sra. Cristiana no dia 8 de janeiro e esclareceu que a cidade de Mococa possui apenas tecnologia GSM e ainda não tem cobertura 3G". A operadora ressalta que o modem vem configurado com a opção de rede automática, conectando-se à rede disponível na localidade.

O caso de Renato Pires da Silva Filho é diferente, mas também mostra como a cobertura ainda deixa a desejar no interior. Ele comprou um minimodem da TIM em Ribeirão Preto (SP), com velocidade de até 600 quilobits por segundo (Kbps). Nos melhores momentos, conseguia menos de 10% da velocidade prometida, o que é próximo de uma linha discada. "Havia dias em que a velocidade de baixar arquivos era de 7,2 kbps", reclama Silva Filho, que trabalha na prefeitura. "Lentidão total."

Depois de quase um ano de briga, conseguiu cancelar o serviço sem ter de pagar a multa contratual. "Cada hora era uma desculpa diferente", diz ele. "A empresa vem com desculpa esfarrapada e fica te enrolando, enquanto você paga pelo serviço." Ele acabou contratando o serviço de outra empresa.

Segundo a TIM, "não constava nenhuma irregularidade com a conexão do plano TIM Web do cliente". A empresa afirmou ainda, em comunicado, que "investe constantemente na ampliação e melhoria da capacidade de sua rede para tráfego de dados em todo o Brasil e que a velocidade de conexão pode sofrer oscilações em razão de fatores externos que possam vir a interferir no sinal".

Para Flávia Bittencourt, diretora de Marketing da Oi, os consumidores ficaram com uma ideia errada do serviço de banda larga móvel no seu lançamento. "Ele é um complemento do ADSL (banda larga fixa), não um substituto", diz a executiva. "Essa confusão chegou a manchar a imagem do 3G; ele não foi feito para download de vídeo e música."

FIXO VERSUS MÓVEL

Segundo Flávia, no lançamento do 3G as operadoras esperavam que a demanda maior estaria nas regiões onde já existe banda larga fixa, porque as pessoas comprariam os minimodems como um segundo acesso. "As vendas aconteceram mais rápido nas regiões mais afastadas, em que não havia outra opção de acesso", aponta a diretora da Oi. A operadora tem atualmente 3G em 88 municípios.

Por conta do comportamento inesperado do cliente, a TIM está revendo sua estratégia de comercialização do 3G. De acordo com Rivo Manhães Soares, gerente de Marketing da operadora, a tendência é acabar com os planos ilimitados. "Quinze por cento dos usuários consomem 50% da capacidade da rede e acabam prejudicando a qualidade do acesso de todo mundo", diz Soares.

Estela Guerrini, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), aponta que a própria comunicação das operadoras acaba induzindo o consumidor a ter uma ideia errada do serviço. "A propaganda diz que a velocidade é alta e funciona em qualquer lugar. Colocam foto de alguém na praia ou na montanha", diz Estela. "Em vários lugares, nem existe sinal."

Outro problema, segundo a advogada, é a velocidade. Normalmente, a garantia contratual é de 10% do contratado, isentando a operadora dos problemas causados por excesso de usuários. "Isso é de responsabilidade delas", explica Estela. "A empresa não pode prometer alguma coisa que sabe de antemão que não pode cumprir."

Estela aponta que, se a empresa não entregar o serviço que prometeu, o consumidor pode cancelar o contrato sem que tenha de pagar multa.
FONTE-Renato Cruz

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

3 Anos de Contaminação, Sofrimento Omissão e Impunidade em Camaçar

Foto da Ocupação do Ministério Publico em Salvador


Há três anos,a comunidade do Parque Real Serra Verde(Cascalheiras)em Camaçari-BA,
região do Pólo Petroquímico, sente as conseqüências da contaminação provocada pelo despejo de substâncias químicas em terreno da comunidade.


Na época, na tentativa de minimizar o tamanho da tragédia, as autoridades responsáveis pelas investigações sonegaram informações sobre os reais produtos encontrados no solo, que posteriormente soube-se que eram basicamente inseticidas e pesticidas, os quais provocaram a intoxicação de vários moradores, além da morte de animais e plantações. Laudos revelam que os solos e águas subterrâneas do local encontram-se infectados. Segundo a Promotoria de Justiça Estadual,todos os moradores cadastrados, e não apenas uma pequena parcela destes, deveriam ser submetidos ao exame toxicológico. Além disso, as informações fornecidas pelo laboratório do Instituto Hermes Pardini, responsável pela investigação toxicológica, ao Ministério Público Estadual dão conta de que foram 48, e não 33 pessoas, que nas amostras de sangue detectou-se alterações laboratoriais.


A análise do solo constatou a presença de substâncias como organoclorados e organofosforados, e como a comunidade não tinha conhecimento dessas substâncias, procuraram um especialista, o Dr. Juscelino Neri,que informou o que essassubstâncias poderiam causar ao ser humano:atrofiamento testicular,redução espermática,lesão hepática,alteração congênita,alteração no DNA,leucemia,mal de Parkinson,aceleração do processo cancerígeno a curto,a médio e,Principalmente a longo prazo.


A comunidade vive de economia de subsistência, os resultados da análise do solo e dos exames médicos, detectaram inseticidascomo endosulfan 1 e endosulfan 2 cuja aceitabilidade no organismo é zero. Assim, a maioria das pessoas está enferma e sem atendimento, alem de não poder mais vender nem consumir os produtos cultivados por estarem contaminados. Estes,então se dirigiram ao Pólo Petroquímico de Camaçari, que é quem produz ou usa na formulação deprodutos químicos,e lá acamparam por 15 dias.A reivindicação no Pólo era: Realização dos exames nas pessoas que ainda não tinham feito(!); Medicamentos; e Auxílio na renda familiar que amenizasse os prejuízos. E enviaram a seguinte proposta, que enquanto não se apontasse o
culpado, o Município ou as empresas do Pólo disponibilizassem de três a quatro salários mínimos mensal e uma cesta básica de 50 quilos. Mas aceitaram que iriam disponibilizar somente dois salários mínimos, que na hora H a prefeitura de Camaçari não cumpriu; naquestão da saúde, se comprometeram a realizar os exames médicos e exames toxicológicos e a prestar os medicamentos; e todo mês durante um ano e dois meses o município iria providenciar uma cesta básica não de 50 quilos, mas de 40 quilos no valor de duzentos aduzentos e cinqüenta reais durante esse período. Depois do acordo, levantaramacampamento, acreditando que o Município iria cumprir com tudo. Mas o Município não cumpriu.


E mais uma vez a comunidade se acorrentou, dessa vez no Ministério Público em Salvador , há um ano e meio, aproximadamente,ficando acampados 16 dias. As reivindicações se pautam no de sempre, apenas as cestas básicas estão sendo entregues:Tratamento médico adequado às vítimas; Disponibilidade dos relatórios para a comunidade; Reversão do processo de impacto ambiental; Maior interesse do Ministério Público de Camaçari no caso, sem protecionismo para o Município e os culpados.


Em Julho de 2009,as Vitimas,manifestaram-se contra a Prefeitura de Camaçari por esta não cumprir os acordos feitos com a Associação das Vítimas de Substancias Químicas, nem,sequer, atender as determinações de Liminar da Justiça. A administração municipal garantiu que vai continuar a distribuição mensal das cestas básicas, de 41 quilos, e que vai realizar um estudo do impacto ambiental na flora, fauna e lençol freático, além do recadastramento das pessoas contaminadas e a construção de um Centro Sócio Ambiental e Cultural. Acomunidade espera que dessa vez a prefeitura cumpra seus acordos, o que não vem acontecendo até a presente data(Janeiro de 2009).


O texto foi adaptado do Site:Centro de Mídia Independente, por motivo de espaço p/ folha de papel A 4

Inf. www.midiaindependente.org///
rodrigo-socioambiental.blogspot.com///
Associação das Vitimas de Substancias Químicas do Parque Real Serra Verde

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Reunião

Moradores do Parque das Mangabas denunciam á Policia e ao Ministério Público Estadual atos ilícitos do Presidente da Associação e do Vereador Michel Jackson de Camaçari.








Moradores Contestam a postura do Presidente da Associação dos Moradores do Parque das Mangabas,o Sr. André Xavier, que conjuntamente com os seus parceiros, vem comercializando lotes de terra conforme pode ser visto nos contratos e compromissos de compras e vendas assinados pelo Presidente da Associação que vem implantado todo tipo de terror para aquelas famílias que ali vivem e não dispõem das quantias estabelecidas por eles:André Xavier e seus Parceiros



Por todos estes fatos quem Milhares de vitimas conjuntamente com o Movimento dos Excluídos da Cidade de Camaçari buscara amparo legal na justiça,e com isso conter a truculência do Presidente da Associação e de seus parceiros; E de imediato suspenderem os Pagamentos dos carnês e requererem em juízo a cobrança das quantias já pagas de maneira indevida pelas empresa BROKERS ASSESSORIA E CONSULTORIA IMOBILIARIA LTDA,que si diz intermediadora das terras em conflitos,como também denunciar á justiça e a imprensa escrita,falada e todos os meios de comunicação local e estadual.



Cabe informar que os Senhores Vinícius Medrado Mendes(corretor), PABLO BIRNE TELLES(suposto advogado) e o senhor Anderson Rocha(que se diz assessor do Vereador)vêm promovendo a discórdia,expulsando os ocupantes dos lotes e andando com segurança com arma de grosso calibre e exigido dinheiro em nome do Vereador Michael Jackson de Camaçari e do Presidente da Associação.








Movimento dos Excluídos da Cidade de Camaçari

Moisés Silva(Pamonha)
Arailton Rodrigo
Edson Conceição(Edson)
Anailton Santana
Valdir de Jesus
Rosilde Ferreira Correia(Rose)
Francisco Cezario dos Santos

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

INFORME SOCIOAMBIENTAL


Atendendo Convite da Comissão Organizadora da (DEFENCIL) e da Universidade Federal da Bahia(UFBA)Estive Palestrando nos dias 18 ,19 e 20 de Novembro no V Seminário Internacional de Defesa Civil (DEFENCIL) no Anhembi-São Paulo; Foram realizadas palestras sobre populações Atingidas por Emergências e Desastres Ex; Das Vitimas de Contaminação do Césio 137 de Goiânia,dos Atingidos por Enchentes de Ilhota em Santa Catarina e das Vitimas de Contaminação do Parque Real Serra Verde em Camaçari Bahia. O Seminário foi de Grande importância para todos os Movimentos Sociais,Ambientais e para Profissionais que atuam com Atingidos por desastres e emergências.





No caso especifico da Bahia fiz um resumo do ocorrido com as Vitimas de Contaminação do Parque R.S.Verde na Estrada da Cascalheira em Camaçari e de Santo Amaro com a contaminação por Chumbo;Abordando também questões como manipulação,destinação final dos resíduos de produtos químicos e a importância da mobilização e união das comunidades atingidas,sendo que no final do encontro fizemos os encaminhamentos das demandas apontadas pelas entidades Presentes.


Espero que o informe acima colabore com Comunidades atingidas,entidades sociais,Movimentos Ambientais e Parceiros de luta Em tempo- deixar aqui um forte Abraço Dr. Marcos Vinícius Oliveira,Comissão Cientifica Ivone Maria Valente, Secretaria Nacional de Defesa Civil Tatiana Richartd, Associação dos Atingidos por Enchentes de Ilhota de Santa Catarina Odesson Alves,Presidente Da Associação das vitimas do Césio 137 de Goiânia